A LEI DO “DHARMA” OU DA FINALIDADE DA VIDA

A LEI DO “DHARMA” OU DA FINALIDADE DA VIDA

Todas as pessoas possuem uma finalidade na vida… uma dádiva singular ou um talento especial para oferecer aos outros. E quando pomos o nosso talento especial ao serviço dos outros, experimentamos o êxtase e a exultação do nosso espírito, que é a finalidade suprema da vida. Quando trabalhamos somos como flautas e, ao nosso coração o murmúrio das horas soa como música. E o que é trabalhar com amor? É tecer o pano com os fios do coração, como se estivéssemos a tecer a roupa do nosso bem-amado…

Kahlil Gibran, O Profeta

A sétima lei espiritual do sucesso consiste na Lei do Dharma.

Dharma é um termo sânscrito que significa “finalidade na vida”.

A Lei do Dharma diz-nos que nos manifestamos sob a forma física para cumprir uma finalidade. A divindade constitui a essência do campo da potencialidade pura e, o divino toma a forma humana para cumprir uma finalidade.

Segundo esta lei, todos temos um talento específico e uma forma singular de o exprimirmos. Há qualquer coisa que conseguimos fazer melhor do que qualquer outra pessoa no mundo e, cada talento específico com a sua forma singular de se exprimir, também requer necessidades especiais. Quando essas necessidades se combinam com a expressão criativa do nosso talento, gera-se a centelha que dá prosperidade.

Exprimir os seus talentos para realizar aquilo que é necessário cria riqueza e abundância ilimitadas. Se ensinássemos isto às crianças desde pequenas, veríamos o efeito que teria na vida delas. Na verdade, fiz a experiência com os meus filhos. Repeti-lhes muitas e muitas vezes que havia uma razão para cada um de nós se encontrar neste mundo e que eles teriam de descobrir a razão por que existiam. Eles começaram a ouvir isto a partir dos quatro anos.

Também os ensinei a meditar mais ou menos a partir dessa idade e disse-lhes:

“Nunca, mas nunca se preocupem em ganhar a vossa vida. Se não forem capazes de ganhar a vossa vida quando crescerem, eu hei-de sustentar-vos, portanto não se preocupem com isso. Não quero que se esforcem por obter bons resultados na escola. Não quero que se esforcem por obter as melhores notas ou por ir para os melhores colégios. Aquilo que quero é que se interroguem acerca de como podem servir a Humanidade e quais serão os vossos talentos especiais. Porque cada um de vós possui um talento especial, que ninguém mais possui e cada um de vós tem uma maneira especial de exprimir esse talento, que também ninguém mais possui.”

Eles acabaram por vir a frequentar as melhores escolas, obtiveram as melhores notas, e mesmo na universidade são estudantes especiais, porque já são economicamente independentes, pois a vida deles focaliza-se naquilo que devem dar para cumprir a razão da sua existência aqui.

E esta é a Lei do Dharma.

A Lei do Dharma possui três componentes. O primeiro diz-nos que cada um de nós se encontra aqui para descobrir o seu verdadeiro Eu, para descobrir por si próprio que o seu verdadeiro Eu é espiritual, que na essência somos seres espirituais manifestando-se sob uma forma física.

Não somos seres humanos que têm experiências espirituais ocasionais, ao contrário, somos seres espirituais que têm experiências humanas ocasionais. Cada um de nós encontra-se aqui para descobrir o seu eu superior, ou o seu eu espiritual. Esse constitui o primeiro requisito da Lei do dharma. Temos de descobrir por nós mesmos o Deus ou a deusa em embrião, que existe dentro de nós e deseja revelar-se, para podermos exprimir a nossa divindade.

O segundo componente da Lei do dharma consiste em exprimirmos os nossos talentos especiais. A Lei do dharma diz-nos que todo o ser humano possui um talento especial. Todos possuímos um talento, cuja expressão é de tal modo singular, que não existe mais ninguém vivo no planeta que possua esse talento ou essa forma de o exprimir. Isto significa que há uma coisa específica que cada um de nós sabe fazer melhor do que qualquer outra pessoa no mundo.

Quando está a fazer isso, perde a noção do tempo. Quando exprime esse talento especial que possui ou, em muitos casos, os diversos talentos especiais, a expressão desse talento é transportada para o conhecimento do eterno.

O terceiro componente da Lei do dharma consiste na vontade de servir a Humanidade. Servir os outros seres humanos é perguntar “Como posso eu ajudar? Como posso ajudar aqueles que me rodeiam?”

Pondo a capacidade de exprimir o seu talento especial ao serviço da Humanidade, estará a aplicar totalmente a Lei do dharma. E se juntar a isto a experiência da sua própria espiritualidade, o campo da potencialidade pura, é impossível que não tenha acesso à abundância ilimitada, porque esta constitui a verdadeira forma de alcançar a abundância.

Esta abundância não é temporária; é permanente, devido ao seu talento especial, à sua forma de o exprimir, aos serviços que presta e à dedicação que mostra pelos outros seres humanos, atitude que adquiriu, perguntando:

“Como posso eu ajudar?”, em vez de: “O que posso eu obter?”

A questão “O que posso eu obter?” constituí o diálogo interior do ego.

Perguntar “Como posso eu ajudar? “ constitui o diálogo interior da alma. A alma representa o domínio do conhecimento onde experimentamos a nossa universalidade.

Através da simples substituição, no nosso diálogo interior, da pergunta:“O que posso eu obter?” pela outra “Como posso eu ajudar?”, passamos logo do plano do nosso ego para o domínio da nossa alma. Embora a meditação constitua a forma mais útil de entrar no domínio da alma, a simples mudança do nosso diálogo interior para “Como posso eu ajudar?” também nos dá acesso a alma, esse domínio do conhecimento onde experimentamos a nossa universalidade.

Se quiser aproveitar ao máximo a Lei do dharma, terá de se comprometer a seguir algumas regras.

A primeira regra é: Vou tentar descobrir o meu eu superior, que se encontra para além do meu ego, através da prática espiritual.

A segunda regra é: Vou descobrir os meus talentos especiais e, depois de os descobrir, vou entrar em estado de felicidade, pois o processo de felicidade ocorre quando adquiro o conhecimento do eterno. Nesse momento, entro em estado de beatitude.

A terceira regra é: Vou perguntar a mim mesmo quais as minhas melhores qualidades para servir a Humanidade. Vou responder a essa pergunta e depois pôr em prática a atitude. Vou utilizar os meus talentos especiais para servir as necessidades dos outros seres humanos, vou combinar essas necessidades com o meu desejo de ajudar e servir os outros.

Sente-se e faça uma lista das respostas a estas duas perguntas: Pergunte a si mesmo se o dinheiro não fosse uma preocupação para si e se tivesse todo o tempo e dinheiro do mundo, o que faria? se pensa que continuaria a fazer aquilo que faz no momento, isso significa que se encontra em dharma, porque tem uma paixão por aquilo que faz – exprime os seus talentos especiais.

Depois, pergunte a si mesmo: “Quais as minhas melhores qualidades para servir a Humanidade?” Responda à pergunta e ponha a atitude em prática. Descubra a sua divindade, encontre o seu talento especial, utilize-o para servir a Humanidade e gerará toda a riqueza que quiser.

Quando as suas expressões criativas responderem às necessidades dos outros seres humanos, a riqueza fluirá espontaneamente do não-manifesto para o manifesto, do âmbito da alma para o âmbito da forma. Começará a experimentar a vida como uma miraculosa expressão da divindade, não ocasionalmente, mas sempre. E conhecerá a verdadeira felicidade e o verdadeiro significado do sucesso, o êxtase e a exultação da sua própria alma.

COMO APLICAR A LEI DO “DHARMA” OU DA FINALIDADE DA VIDA

Ponho em prática a Lei do dharma, seguindo estes passos:

1 – Hoje vou dar toda a atenção e amor ao Deus ou deusa em embrião que se oculta no mais fundo da minha alma. Darei toda a atenção à minha alma interior que dá vida ao meu corpo e ao meu espírito. Vou tentar despertar para a profunda serenidade que existe dentro do meu coração. A consciência da eternidade e do Ser eterno acompanhar-me-á sempre durante a minha experiência temporal.

2 – Faço uma lista dos meus talentos especiais. Depois faço uma lista de todas as coisas de que gosto de fazer quando exprimo os meus talentos especiais. Exprimindo os meus talentos especiais e utilizando-os ao serviço da Humanidade, perco a noção do tempo e crio abundância na minha vida, assim como na vida dos outros.

3 – Pergunto a mim mesmo todos os dias “Como posso eu servir?” e “Como posso eu ajudar?”. As respostas a estas questões vão permitir-me ajudar e servir os outros seres humanos com amor.

As sete leis espirituais do sucesso – Depak Chopra

A LEI DA INTENÇÃO E DO DESEJO

A LEI DA INTENÇÃO E DO DESEJO

Todas as intenções e todos os desejos contêm a sua própria possibilidade de realização. no campo da potencialidade pura, a intenção e o desejo possuem um poder organizador infinito. E quando introduzimos uma intenção no solo fértil da potencialidade pura, pomos esse poder organizador infinito a trabalhar para nós. No princípio era o desejo; que constituía a primeira semente do espírito, os sábios, meditando do fundo do coração, descobriram com o seu conhecimento a ligação entre o existente e o não-existente.

O Hino da Criação, Ríg Veda

A quinta lei espiritual do sucesso consiste na Lei da Intenção e do Desejo.

Esta lei baseia-se no facto de a energia e a informação existirem em toda a parte da natureza. Na verdade, ao nível do campo quântico, não há nada senão energia e informação. O campo quântico constitui apenas outra designação para o campo da consciência e da potencialidade puras.

E o campo quântico é influenciado pela intenção e pelo desejo. Vejamos este processo em pormenor.

Se reduzirmos aos seus componentes essenciais uma flor, o arco-íris, uma árvore, uma folha de relva, um corpo humano, veremos que são constituídos por energia e informação. Todo o universo, na sua natureza essencial, representa o movimento da energia e informação. A única diferença entre um ser humano e uma árvore é o conteúdo da informação e a energia dos respectivos corpos.

No plano material tanto o ser humano como a árvore são constituídos pelos mesmos elementos reciclados: basicamente, carbono, hidrogénio, oxigénio, nitrogénio, e outros elementos em menores quantidades. Poderia adquirir esses elementos numa loja de hardware por pouco dinheiro.

Portanto, aquilo que faz a diferença entre o ser humano e a árvore não é o carbono, nem o hidrogénio, nem o oxigénio. Na verdade, o ser humano e a árvore realizam trocas constantes de oxigénio um com o outro. A verdadeira diferença entre os dois reside na energia e na informação.

No sistema da natureza, nós somos uma espécie privilegiada. Possuímos um sistema nervoso capaz de reconhecer o conteúdo de energia e informação do campo localizado que dá origem ao nosso corpo físico, Possuímos a experiência subjectiva desse campo, sob a forma dos nossos próprios pensamentos, sentimentos, emoções, desejos, memórias, instintos, impulsos e Crenças.

E também possuímos a experiência objectiva desse campo, através do corpo físico – e por meio do corpo físico, temos a experiência desse campo sob a forma do mundo, Mas tudo constitui a mesma substância. Por isso os profetas antigos diziam:

“Eu sou isso, tu és isso e isso é tudo o que existe.”

O nosso corpo não se encontra separado do corpo do universo, pois no plano dos mecanismos quânticos não existem fronteiras bem definidas. Somos como linhas ondulantes, ondas, Autuações, convulsões, remoinhos, perturbações localizadas no imenso campo quântico. o imenso campo quântico, o universo, constitui uma extensão do nosso corpo.

O sistema nervoso humano não só reconhece a informação e a energia do seu próprio campo quântico como também pode conscientemente modificar o conteúdo e a informação que origina o seu corpo físico, já que a consciência humana é infinitamente flexível, devido ao seu maravilhoso sistema nervoso.

Podemos conscientemente mudar o conteúdo de informação e energia do nosso próprio corpo mecânico quântico e assim influenciar o conteúdo de energia e informação da extensão do nosso corpo – o nosso ambiente, o nosso mundo – e provocar nele a manifestação das coisas.

Essa transformação consciente realiza-se através de duas qualidades inerentes à consciência: a atenção e a intenção. A atenção transmite energia e a intenção transmite forma. Damos força a todas as coisas da nossa vida às quais aplicamos a nossa atenção. As coisas às quais não aplicamos a nossa atenção enfraquecem, desintegram-se e desaparecem.

A intenção, por sua vez, desencadeia a transformação da energia e da informação. A intenção organiza a sua própria realização. A qualidade da intenção aplicada ao objecto da atenção orquestra uma infinidade de ocorrências espacio-temporais que conduzem ao efeito pretendido, desde que sigamos as outras leis espirituais do sucesso.

Isto acontece porque, no solo fértil da atenção, a intenção possui um poder organizador infinito. Este poder organizador infinito significa o poder de organizar uma infinidade de ocorrências espacio-temporais, todas ao mesmo tempo. Podemos ver a expressão deste poder organizador infinito em cada folha de relva, em cada flor de macieira, em cada célula do nosso corpo.

Encontramo-lo em tudo o que está vivo. No sistema da natureza, todas as coisas se encontram ligadas umas às outras.

A marmota sai de baixo da terra e sabemos que a Primavera está a chegar. Em certas épocas do ano, as aves começam a emigrar para locais determinados. A natureza constitui uma sinfonia. E essa sinfonia é orquestrada em silêncio no plano primordial da criação. o corpo humano constitui outro bom exemplo dessa sinfonia.

Uma simples célula do corpo humano realiza cerca de seis triliões de coisas por segundo e tem de saber o que estão a fazer todas as outras células ao mesmo tempo. O corpo humano pode ao mesmo tempo tocar música, matar germes, fazer um bebé, recitar poesia e controlar o movimento das estrelas, pois o campo da correlação infinita faz parte do seu campo de informação.

O sistema nervoso da espécie humana possui uma característica notável, um ser capaz de comandar o poder organizador infinito, através da intenção consciente. A intenção, na espécie humana, não se encontra fechada ou presa numa rede rígida de energia e informação. Possui uma flexibilidade infinita. Por outras palavras, se não violarmos as outras leis da natureza, através da intenção Poderemos literalmente comandar as leis da natureza, de forma a realizarmos os nossos sonhos e desejos.

Podemos pôr o computador cósmico, com o seu infinito Poder organizador, a trabalhar para nós. Podemos, entrar no campo primordial da criação, introduzir nele uma intenção e só pelo facto de termos introduzido essa intenção estamos a activar o campo da correlação infinita.

A intenção constitui a base de suporte do fluxo fácil, espontâneo e corrente da potencialidade pura, procurando o manifesto para exprimir o não-manifesto. O nosso único cuidado deverá ser utilizar a intenção para o benefício da espécie humana. Isso acontecerá espontaneamente, se cumprirmos as Sete Leis Espirituais do Sucesso. A intenção constitui o verdadeiro poder por trás do desejo.

A intenção, só por si, é muito poderosa, pois ela consiste no desejo, sem a preocupação do resultado. O desejo, só por si, é fraco, já que para a maioria das pessoas o desejo consiste na atenção ligada à preocupação.

A intenção consiste no desejo, cumprindo estritamente todas as outras leis, mas em especial a Lei do Desprendimento, que constitui a Sexta Lei Espiritual do Sucesso. A intenção combinada com o desprendimento conduz a um conhecimento do momento presente centrado na vida.

E quando a acção se realiza no âmbito do conhecimento do momento presente, torna-se mais eficaz. A nossa intenção dirige-se ao futuro, mas a nossa atenção encontra-se no presente, a nossa intenção para o futuro virá a manifestar-se, porque é no presente que se cria o futuro. Devemos aceitar o presente tal como é. Aceitemos o presente e criemos intenções para o futuro. o futuro constitui algo que podemos sempre criar através da intenção desprendida, mas nunca devemos lutar contra o presente.

O passado, o presente e o futuro representam propriedades da consciência. O passado constitui a recordação, a memória – o futuro representa antecipação; o presente representa conhecimento. Portanto, o tempo constitui o movimento do pensamento. Tanto o passado como o futuro nascem na imaginação; apenas o presente, que representa conhecimento, se pode dizer real e eterno.

Pode dizer-se que o presente é: A potencialidade da relação espaço-tempo, da matéria e da energia. Constitui um eterno campo de possibilidades da manifestação de forças abstractas, quer seja a luz, o calor, a electricidade, O Magnetismo ou a gravidade. Essas forças não se situam no passado nem no futuro. Apenas são. A nossa interpretação dessas forças abstractas dão-nos a experiência da forma e do fenómeno concreto.

As interpretações rememorativas das forças abstractas geram a experiência do passado; as interpretações antecipadoras das mesmas forças abstractas criam o futuro. Elas constituem as qualidades da atenção na consciência. Quando essas qualidades se libertam do peso do passado, a acção no presente torna-se solo fértil para a criação do futuro.

A intenção, baseada nesta liberdade despreocupada do presente, serve de catalisador para a mistura correcta de matéria, energia e ocorrências espacio-temporais, de modo a criar tudo aquilo que desejar. Se possuir um conhecimento do presente centrado na vida, os obstáculos imaginários, que constituem mais de noventa por cento dos obstáculos conhecidos desintegram-se e desaparecem. Os restantes cinco a dez por cento dos obstáculos conhecidos podem transmutar-se em oportunidades com uma intenção dirigida. A intenção dirigida constitui a qualidade da atenção que se caracteriza pela firmeza inflexível do seu objectivo.

A intenção dirigida significa que aplicamos a nossa atenção, no sentido de obter o resultado que desejamos, com uma firmeza de objectivos tão inflexível, que recusamos em absoluto qualquer obstáculo que possa consumir e dissipar a qualidade focalizada da nossa atenção. Na nossa consciência, dá-se uma exclusão total e completa de todos os obstáculos. Somos capazes de manter uma serenidade inabalável, ao mesmo tempo que nos entregamos ao nosso objectivo com uma paixão intensa. É este o poder simultâneo do conhecimento desprendido e da intenção focalizada e dirigida. Aprenda a aproveitar o poder da intenção e criar tudo o que desejar.

Também pode obter resultados, através de um grande esforço e sofrimento mas isso tem custos, que podem ir desde o stress até ao ataque cardíaco, ou ao comprometimento das funções do seu sistema imunológico.

É muito melhor cumprir as cinco regras seguintes da Lei da Intenção e do Desejo.

Seguindo estas cinco regras para realizar os seus desejos, a intenção gerará o seu próprio poder:

1 Deslize pela abertura. Isto significa concentrar-se no espaço silencioso entre os pensamentos, entrar no silêncio – um nível do Ser que constitui o seu estado essencial.

2 Depois de estabelecido nesse estado do Ser, liberte as suas intenções e desejos. Na própria abertura, não há pensamentos nem intenções, mas quando sair da abertura, na junção entre a abertura e um pensamento, a intenção é introduzida.

Se tiver diversos objectivos, escreva-os e focalize neles a sua intenção, antes de entrar na abertura. Se desejar uma carreira de sucesso, por exemplo, entre na abertura com essa intenção e a intenção já lá estará, como uma ténue luz de conhecimento.

Ao libertar as suas intenções e desejos na abertura, está a plantá-las no solo fértil da potencialidade pura, espere que floresçam quando chegar a estação. Não deve escavar para ver se as sementes dos seus desejos estão a crescer, nem deve prender-se muito para ver como elas se vão desenvolver. A única coisa que deve fazer é libertá-las.

3 Mantenha-se no estado de auto-referência. Isto significa que deve manter-se no plano do conhecimento do seu verdadeiro Eu – a sua alma, a sua ligação ao campo da potencialidade pura. Também significa que não deve olhar para si próprio através dos olhos do mundo, Ou deixar-se influenciar pelas opiniões e críticas dos outros.

Um bom meio para manter esse estado de auto-referência é guardar os seus desejos para si próprio; não os partilhe com mais ninguém, a menos que sejam pessoas que tenham exactamente os mesmos desejos que o leitor e estejam muito ligadas a si..

4 Renuncie à preocupação com os resultados. Isto significa que não se deve prender muito à expectativa de um resultado específico, mas sim viver com o conhecimento da incerteza. Significa que deve desfrutar todos os momentos da sua vida, mesmo desconhecendo os resultados.

5 Deixe os pormenores ao cuidado do universo. As suas intenções e os seus desejos, depois de libertos na abertura, possuem um poder organizador infinito. Confie no poder organizador infinito da intenção. Ele organiza-lhe todos os detalhes. Lembre-se de que a sua verdadeira natureza é pura alma.

Mantenha sempre a consciência da sua alma, onde quer que vá, liberte com suavidade os seus desejos, e o universo cuidará por si dos pormenores. Não deixarei nenhum obstáculo consumir e dissipar a qualidade da minha atenção no momento presente.

Aceitarei o presente tal como é, e deixarei que o futuro se revele através dos meus desejos e intenções mais profundos.

COMO APLICAR A LEI DA INTENÇÃO, E DOS DESEJOS mais queridos.

Ponho em prática a Lei da Intenção e do Desejo, seguindo estes passos:

1 Faço uma lista de todos os meus desejos. Trago sempre comigo esta lista, para onde quer que vá. Leio sempre esta lista antes de entrar em silêncio e meditação. Também a leio antes de ir dormir, à noite. Volto a lê-la ao acordar de manhã.

2 Entrego e submeto esta lista de desejos ao movimento da criação, confiando que quando as coisas não parecerem conformes aos meus desejos há uma razão para isso e que o plano cósmico possui para mim desígnios ainda mais grandiosos do que aquilo que eu alguma vez imaginei.

3 Lembro-me de que devo praticar o conhecimento do momento presente em todas as minhas acções.

As sete leis espirituais do sucesso – Depak Chopra

A LEI DO “KARMA” OU DA CAUSA-EFEITO

A LEI DO “KARMA” OU DA CAUSA-EFEITO

Toda a acção gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie; aquilo que semeamos é aquilo que colhemos. E quando escolhemos ações que trazem aos outros felicidade e sucesso, o fruto do nosso karma será de felicidade e sucesso.  O karma constitui a eterna afirmação da liberdade humana… os nossos pensamentos, as nossas palavras e obras formam as malhas da rede com que nos envolvemos.

Swami Vivekananda

A terceira lei espiritual do sucesso é a Lei do Karma.

A palavra “Karma” significa a ação e a sua consequência; constitui ao mesmo tempo causa e efeito, porque toda a acção gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie. Não há nada de novo na Lei do Karma.

Todos já ouvimos a expressão “Colherás aquilo que semeares”. Como é óbvio, se queremos criar felicidade nas nossas vidas, temos de aprender a semear as sementes da felicidade. Portanto, o karma implica a acção da escolha consciente. Nós somos acima de tudo sujeitos dotados da possibilidade infinita de escolher. Em todos os momentos da nossa existência, encontramo-nos naquele campo de todas as possibilidades que nos dá acesso a uma infinidade de escolhas. Algumas dessas escolhas são feitas conscientemente, outras fazem-se inconscientemente. Mas a melhor forma de compreender e aproveitar ao máximo a aplicação da Lei do Karma é adquirir o conhecimento consciente das escolhas que se fazem em cada momento. Quer isto lhe agrade ou não, todas as coisas que lhe acontecem no momento presente resultam das escolhas que fez no passado. 

Infelizmente, muitos de nós fazemos escolhas das quais não temos consciência, por isso não as vemos como escolhas. No entanto, Se eu o insultasse, o mais provável seria você fazer a escolha de ficar ofendido. Se eu lhe fizesse um cumprimento, o mais provável seria você sentir-se satisfeito ou lisonjeado.

Mas pense bem nisto: Não deixa de ser uma escolha

Eu poderia ofendê-lo e insultá-lo e você poderia escolher não ficar ofendido. Eu poderia fazer-lhe o cumprimento e você também poderia escolher não se lisonjear por isso. Por outras palavras, a maioria de nós apesar de sermos sujeitos dotados de uma infinita possibilidade de escolha tornamo-nos feixes de reflexos condicionados nos quais as pessoas e as circunstâncias desencadeiam efeitos de comportamento previsíveis. 

Esses reflexos condicionados funcionam como os reflexos de Pavlov. 

Pavlov ficou conhecido por ter demonstrado que, se dermos a um cão qualquer coisa de comer sempre que tocarmos uma campainha, em breve o cão começará a salivar só de ouvir o som da campainha, porque faz a associação de um estímulo com o outro. A maioria de nós, como resultado do condicionamento, responde de formas repetitivas e previsíveis aos estímulos do ambiente. As nossas reacções parecem ser automaticamente desencadeadas pelas pessoas e pelas circunstâncias e esquecemo-nos de que elas não deixam de ser escolhas que estamos sempre a fazer em cada momento da nossa existência. 

Apenas fazemos essas escolhas inconscientemente. Se olhar para trás por um instante e reparar nas escolhas que faz no momento em que as faz, só pelo simples ato de testemunhar as suas escolhas transporta todo o processo do âmbito do inconsciente para o âmbito do consciente. Este processo de  escolha consciente e observada transmite-nos um grande poder. Sempre que fizer uma escolha, qualquer escolha pergunte duas coisas a si mesmo: em primeiro lugar:

Quais são as consequências desta escolha que estou a fazer?” o seu coração logo lhe dará a resposta;  em segundo lugar:

 “Esta escolha que estou a fazer trará alegria, a mim e aos que me rodeiam?” 

Se a resposta for sim, mantenha a escolha. Se a resposta for não, se a escolha trouxer angústia, a si ou aos que o rodeiam, diga não a essa escolha. É tão simples como isto. Só há uma escolha, entre toda a infinidade de escolhas que pode fazer em cada segundo, que trará ao mesmo tempo felicidade para si e para os que o rodeiam. E quando fizer essa escolha, daí resultar uma forma de comportamento que designaremos por acção correcta espontânea. 

A acção correcta espontânea consiste na acção correcta praticada no momento certo.

Constitui a resposta certa para todas as situações à medida que elas ocorrem. É a acção que lhe dá suporte, a si e a todos os que estiverem sob a influência dela. O universo possui um mecanismo muito interessante para nos ajudar a fazer espontaneamente as escolhas correctas. 

Esse mecanismo encontra-se ligado às sensações do corpo. 

O nosso corpo sofre dois tipos de sensações: sensação de conforto e sensação de desconforto.

Sempre que fizer uma escolha consciente.

Consulte o seu corpo e pergunte-lhe:

 “Se é isto, o que é que vai acontecer? Se o seu corpo der uma mensagem de conforto, encontra-se perante a escolha correcta. Se o seu corpo emitir uma mensagem de desconforto, encontra-se perante a escolha errada.

Para algumas pessoas, a mensagem de conforto e desconforto situa-se na área do plexo solar, mas para a maioria das pessoas situa-se na área do coração. Em consciência, volte a sua atenção para o coração e pergunte-lhe o que deve fazer. Depois espere pela resposta, uma resposta física sob a forma de sensação. 

Pode ser o mais leve grau do sentir – mas está lá, no seu corpo.

Apenas o coração sabe a resposta correcta. A maioria das pessoas pensa que o coração é piegas e sentimental. Mas não é. 

O coração é intuitivo, holístico, contextual e relacional. Não possui uma orientação de ganho-perda. Bate no computador cósmico – o campo da potencialidade pura, da sabedoria pura e do poder organizador infinito – e toma tudo em conta. Por vezes pode não parecer racional, mas o coração possui uma capacidade de computador que mostra muito mais exactidão e precisão do que tudo o que se pode encontrar dentro dos limites do pensamento racional. Pode utilizar a Lei do Karma para produzir dinheiro e Prosperidade, e para que todas as coisas boas fluam para si sempre que quiser. Mas primeiro tem de estar bem consciente de que o seu futuro é gerado pelas escolhas que fizer em cada momento da sua vida. Se fizer isto com regularidade, aproveitará ao máximo a Lei do Karma. Quanto mais trouxer as suas escolhas para o plano do conhecimento consciente, mais escolhas rectas espontâneas fará – tanto para si como para aqueles que o rodeiam.

 O que podemos fazer acerca do karma do passado e como o influenciar a

ele agora? 

Há três coisas que pode fazer acerca do karma do passado. 

Uma é pagar as suas dívidas de karma.

A maioria das pessoas escolhe fazer isso inconscientemente, claro. Também pode fazer essa escolha. Muitas vezes, o pagamento dessas dívidas implica muito sofrimento, mas a Lei do Karma afirma que nenhuma dívida no universo fica por pagar. O sistema contabilístico do universo é perfeito e todas as coisas constituem uma constante troca de energia “para lá e para cá”.

A segunda coisa que pode fazer é transformar o seu karma numa experiência melhor.

Este constitui um Processo muito interessante, através do qual se interroga a si mesmo, enquanto paga a sua dívida de karma: “posso eu aprender com esta experiência? Porque está isto a acontecer-me? Que mensagem quer o universo transmitir-me? Como posso tornar esta experiência útil para os outros seres humanos?” Fazendo isto, procura a semente da oportunidade e depois liga-a ao seu dhanna, a sua finalidade na vida, de que falaremos na Sétima Lei Espiritual do Sucesso. Isto permite-lhe transmutar o karma para uma forma de expressão diferente. Por exemplo, se partir uma perna quando estiver a fazer desporto, pode perguntar a si próprio: “O que posso aprender com esta experiência? Que mensagem quer o universo dar-me?” Talvez a mensagem seja que você está a precisar de abrandar, e ser mais cuidadoso e atento ao seu corpo, para a próxima vez. 

E se o seu kharma for ensinar aos outros aquilo que aprendeu, perguntando “Como posso eu tornar esta experiência útil para mim e para os outros seres humanos?”, talvez decida partilhar aquilo que aprendeu, escrevendo um livro sobre como praticar desportos com segurança. Ou Pode conceber uns sapatos especiais ou um apoio especial para a perna, de modo a prevenir o tipo de acidente que lhe ocorreu.

Assim, ao mesmo tempo que paga a sua dívida de karma, também converte a adversidade num bem que lhe pode trazer riqueza e realização. Esta é a forma de transmutar o seu karma numa experiência positiva. Na verdade, não se libertou dele, mas conseguiu pegar num dos seus aspectos e transformá-lo num karma novo e positivo. 

A terceira forma de lidar com o karma é transcendê-lo.

Transcender o karma é tornar-se independente dele.

A forma de transcender o karma consiste na experiência da abertura, do Eu, da Alma. É como lavar uma peça de roupa suja numa corrente de água. Cada vez que a lava, limpa-a de algumas nódoas. Se continuar a lavá-la repetidas vezes, de cada vez vai ficando um pouco mais limpa. Consegue lavar ou transcender as sementes do seu karma entrando na abertura e voltando a sair. Claro que isto se faz através da prática da meditação. Todas as ações consistem em aspectos do karma. Tomar uma chávena de café consiste num aspecto do karma. Essa ação gera memória e a memória possui a capacidade ou a potencialidade para gerar desejo. E O desejo gera de novo acção. O software operacional da nossa alma é constituído por karma, memória e desejo. A nossa alma consiste num feixe de consciência que possui as sementes do karma, da memória e do desejo. Ganhando consciência destas sementes de manifestação, torna-se gerador de realidade consciente. se um sujeito consciente das escolhas que faz, começa a gerar ações que são evolucionárias para si e para aqueles que o rodeiam. Isso é tudo o que precisa de fazer. Se o karma for evolucionário – tanto para o Eu como para todos os que são afectados pelo Eu, o fruto do karma será de felicidade e sucesso.

COMO APLICAR A LEI DO KARMA

Ponho em prática a Lei do Karma, seguindo os passos:

1- Hoje vou observar cada escolha que fizer. E através da simples observação dessas escolhas, trago-as para o campo do meu conhecimento consciente. Reconhecerei que a melhor forma de me preparar para todos os momentos do futuro consiste em ser plenamente consciente no presente.

2- Sempre que fizer uma escolha, farei duas perguntas a mim próprio: “Que consequências advirão desta escolha que estou a fazer?” e “Esta escolha trar-me-á realização e felicidade, a mim e aos que por ela serão afectados?

3- Depois pedirei conselho ao meu coração e deixar-me-ei conduzir pela sua mensagem de conforto. Se a escolha significar conforto, adiro totalmente a ela. Se a escolha implicar desconforto, paro e observo as consequências da minha acção, por meio da minha visão interior. Este conselho dá-me a possibilidade de fazer escolhas espontâneas e correctas para mim e para todos aqueles que me rodeiam.

A LEI DA DÁDIVA

A LEI DA DÁDIVA

O universo opera através da troca dinâmica…

Dar e receber constituem diferentes aspetos do fluxo de energia do universo, e se estivermos dispostos a dar aquilo que procuramos, a abundância do universo circulará nas nossas vidas.

A vida renovada volta sempre a esse frágil vaso tantas e tantas vezes esvaziado. Nessa pequena flauta de cana que te acompanhou por montanhas e vales tocaste sempre novas melodias. As tuas dádivas infinitas chegam às minhas minúsculas mãos. O tempo passa e tu continuas a fluir e há sempre espaço para receber as tuas dádivas.

Rabindranath Tagore, Gitanjali

A LEI DA DÁDIVA

A segunda lei espiritual do sucesso é a Lei da Dádiva.

A esta lei também se podia chamar A Lei de Dar e Receber, pois o universo opera através da troca dinâmica. Nada é estático. O nosso corpo mantém -se em troca constante e dinâmica com o corpo do universo; o nosso espírito mantém uma interação dinâmica com o espírito do cosmos; a nossa energia constitui uma expressão da energia cósmica.

O fluxo da vida constitui apenas a interação harmoniosa de todos os elementos e forças que estruturam o campo da existência. Essa interação harmoniosa de elementos e forças da vida funciona como a Lei da Dádiva.

Como o nosso corpo, o nosso espírito e o universo vivem da troca constante e dinâmica, fazer parar a circulação da energia é como parar o fluxo do sangue. Quando o sangue deixa de fluir, começa a formar grumos, a coagular, a estagnar. Por isso se deve dar e receber, para que a riqueza e a prosperidade – ou tudo aquilo que quiser continuem a circular nas nossas vidas.

A prosperidade provém da afluência, palavra cuja raiz “affluere”, significa “fluir para”. O termo “afluência” significa “fluir com abundância.

O dinheiro constitui de facto um símbolo da energia vital que trocamos e da energia vital que utilizamos como resultado dos serviços que prestamos ao universo. O termo inglês “currency”, aplicado ao dinheiro em circulação revela bem a natureza fluente da energia. A palavra “currency” vem da palavra latina “currere”, que significa “Correr” ou fluir. Portanto, se pararmos a circulação do dinheiro, se a nossa única intenção for guardar e acumular dinheiro, também faremos com que ele deixe de voltar a circular nas nossas vidas, já que o dinheiro constitui energia vital.

Para que essa energia continue a chegar até nós, temos de a manter em circulação. Como um rio, o dinheiro deve fluir, senão começa a estagnar, a parar, a sufocar e estrangular a sua própria força vital. A circulação mantém-no vivo.

Todas as relações implicam dar e receber.

O dar engendra o receber e o receber engendra o dar. Aquilo que sobe também desce; aquilo que vai também volta. Na realidade, receber representa a mesma coisa que dar, pois dar e receber constituem diferentes aspetos do fluxo de energia do universo. E se pararmos qualquer destes fluxos, estamos a interferir com a inteligência da natureza. Em cada semente encontra-se a promessa de milhares de florestas. Mas a semente não deve ser guardada; deve fazer oferta da sua inteligência ao solo fértil. Através da dádiva, a sua energia oculta flui para a manifestação material. Quanto mais der, mais receberá, porque assim a abundância do universo continuará a circular na sua vida. Na verdade, tudo o que na vida tem valor multiplica-se quando se dá. Aquilo que não se multiplica através da dádiva não merece ser dado nem recebido.

Se, no ato de dar, sentir que perdeu alguma coisa, a dádiva não foi feita com sinceridade e nada se multiplicará. Se der de má vontade, não haverá nenhuma energia nessa dádiva. A intenção que se encontra por de trás do ato de dar e receber é o mais importante. A intenção deve ser sempre para gerar alegria para quem dá e para quem recebe, para que a felicidade constitua o apoio e o suporte da vida e, portanto, gera o progresso.

O retorno é diretamente proporcional à dádiva, se esta for incondicional e feita com amor.

Por isso o ato de dar tem de ser feito com alegria. É preciso que o seu estado de espírito seja de alegria no próprio ato de dar. Assim a energia que se encontra por de trás da dádiva multiplica-se muitas vezes. Na verdade, a prática da Lei da Dádiva é muito simples: se quer alegria, dê alegria aos outros; se quer amor, aprenda a dar amor; se quer atenção e apreço, aprenda a dar atenção e apreço; se quer prosperidade material, ajude os outros a tornarem-se prósperos no aspeto material. O modo mais fácil para obter aquilo que queremos é de facto ajudar os outros a obterem aquilo que querem. Este princípio aplica-se da mesma forma a indivíduos, corporações, sociedades e nações. Se quiser que a vida o abençoe com todas as coisas boas, aprenda a abençoar os outros, em silêncio, com todas as coisas boas da vida. Até a ideia de dar, a ideia de abençoar, ou uma simples oração têm o poder de afetar os outros.

Isto acontece porque o nosso corpo, reduzido ao seu estado essencial constitui um feixe localizado de energia e informação implica energia, que se manifestam sob a forma de pensamento. Portanto, somos feixes de pensamento num universo pensante. E o pensamento possui o poder de transformar.

A vida consiste na eterna dança da consciência, que se exprime pela troca dinâmica de impulsos de inteligência entre o microcosmo e o macrocosmo, entre o corpo humano e o corpo universal, entre o espírito humano e o espírito cósmico. Quando aprendemos a dar aquilo que desejamos para nós, ativamos e coreografamos a dança, através do movimento delicado, enérgico e vital, que constitui a eterna vibração da vida.

O melhor meio para pôr em prática a Lei da Dádiva é dar início a todo o processo de circulação, que consiste em tornar a decisão de dar qualquer coisa a cada pessoa com quem contactamos. Não tem de ser sob a forma de coisas materiais; pode ser uma flor, um cumprimento, uma oração.

Na verdade, as mais poderosas formas de dar não são materiais. O carinho, a atenção, o afeto, o apreço e o amor constituem algumas das mais preciosas dádivas que se podem oferecer e não custam nada. Quando encontrar alguém pode, em silêncio, fazer recair uma bênção sobre essa pessoa, desejando-lhe felicidade, alegria e prazer. Este tipo de dádiva silenciosa revela-se muito poderoso.

Uma das coisas que me ensinaram em criança, e que eu depois também ensinei aos meus filhos, foi o nunca ir a casa de ninguém sem levar qualquer coisa. Nunca visitar ninguém sem levar uma oferta.

Pode perguntar:

“Como posso dar alguma coisa aos outros em certas alturas, se não tenho o suficiente para mim?”

Pode, leve uma flor. Pode levar um bilhete ou um postal que diga qualquer coisa acerca dos seus sentimentos pela pessoa que está a visitar. Pode fazer um cumprimento ou uma oração. Tome a decisão de dar, para onde quer que vá, ou quem quer que vá visitar.

Na medida em que der, também receberá. Quanto mais der, maior será a sua fiança nos efeitos miraculosos desta lei. E quanto mais receber, mais aumentará a sua capacidade para dar. A nossa verdadeira natureza consiste na prosperidade e na abundância; somos naturalmente prósperos, porque a natureza provê todas as necessidades e desejos. Não nos falta nada, porque a nossa natureza se baseia na potencialidade pura e nas possibilidades infinitas. Portanto, aceitemos a prosperidade como inerente à nossa natureza, independentemente de termos pouco ou muito dinheiro, pois o campo da potencialidade pura constitui a fonte de toda a riqueza. É a consciência que sabe como realizar todas as necessidades, incluindo alegria, amor, prazer, paz, harmonia e sabedoria. Se procurar primeiro estas coisas, não só para si, mas também para os outros, tudo o resto lhe chegará espontaneamente.

COMO APLICAR A LEI DA DÁDIVA

Ponho em prática a Lei da Dádiva, seguindo os passos:

  1. onde quer que vá, ou seja quem for que vá encontrar, levo comigo uma oferta. A oferta pode ser um cumprimento, uma flor ou uma oração. Hoje vou oferecer qualquer coisa a todos aqueles com quem contactar e, assim darei início ao processo de fazer circular alegria, riqueza e prosperidade na minha vida e nas vidas dos outros.
  • Hoje receberei com gratidão todas as dádivas que a vida me ofertar. Receberei as dádivas da natureza: a luz do Sol, o canto das aves, as chuvas de Outono, as primeiras neves do Inverno. Também espero receber dos outros dádivas, sejam elas sob a forma de dinheiro, um cumprimento ou uma oração.
  • Comprometo-me a manter a riqueza a circular na minha vida, dando e recebendo as mais preciosas dádivas da vida: dádivas de carinho, afeto, apreço e amor. sempre que encontrar alguém, desejar-lhe-ei, em silêncio, felicidade, alegria e prazer!

As sete leis espirituais do sucesso – Depak Chopra

A LEI DA POTENCIALIDADE PURA

A LEI DA POTENCIALIDADE PURA

A LEI DA POTENCIALIDADE é a fonte de toda a criação que consiste na consciência pura. Ou seja, a potencialidade pura procurando exprimir o não-manifesto através do manifesto e, quando percebemos que o nosso verdadeiro Eu é potencialidade pura, aliamo-nos ao poder que manifesta tudo no universo.

No princípio não havia existência nem não-existência.

Todo este mundo era feito de energia não-manifesta… O Uno respirava, sem movimentos, através do seu próprio poder. Nada mais havia… Hino da Criação,

Rig Veda

A primeira lei espiritual do sucesso é a Lei da Potencialidade Pura.

Esta lei baseia-se no facto de sermos, no nosso estado essencial, consciência pura. A consciência pura é potencialidade pura; constitui o campo de todas as possibilidades e da criatividade infinita.

A consciência pura constitui a nossa essência espiritual.

A sabedoria pura, o silêncio infinito, o equilíbrio perfeito, a invencibilidade, a simplicidade e a beatitude constituem outros atributos da consciência pura.

Esta é a nossa natureza essencial.

A nossa natureza essencial é constituída por potencialidade pura. Quando descobre a sua natureza essencial e sabe quem de facto é, nesse conhecimento de si próprio encontra a capacidade para realizar todos os sonhos, porque nós somos a possibilidade eterna, o potencial imensurável de tudo o que foi, é e será.

A Lei da Potencialidade Pura também se podia chamar a Lei da Unidade, porque subjacente à infinita diversidade da vida se encontra a unidade de uma alma total e universal. Não há separação entre nós e este campo de energia.

O campo da potencialidade pura é o nosso próprio Eu. E quanto mais possuirmos a experiência da nossa verdadeira natureza, mais próximo nos encontramos do campo da potencialidade pura. A experiência do Eu, ou “auto-referência”, significa que o nosso ponto de referência interior é constituído pela nossa própria alma e não pelos objectos da nossa experiência.

O oposto da auto-referência constitui a referência ao objecto. No plano da referência ao objecto, estamos sempre a procurar a aprovação dos outros. O nosso pensamento e o nosso comportamento são sempre em função de uma resposta. Por isso se baseiam no medo. No plano da referência ao objecto, também sentimos uma necessidade intensa de controlar as coisas.

Sentimos uma necessidade intensa de poder externo. A necessidade de aprovação, a necessidade de controlar as coisas e a necessidade de poder externo baseiam-se no medo. Esta espécie de poder não representa o poder da potencialidade pura, nem o poder do Eu, nem um poder real.

Quando experimentamos o poder do Eu, o medo desaparece, deixamos de ter uma necessidade de controlo compulsiva e deixamos de lutar pela aprovação e pelo poder externo. No plano da referência ao objecto, o nosso ponto de referência interior é o nosso ego.

Mas o ego não constitui aquilo que de facto somos. O ego representa a nossa auto-imagem; é a nossa máscara social; constitui o papel que desempenhamos.

A nossa máscara social precisa de aprovação para se engrandecer. Procura dominar e mantém-se através do poder que exerce, porque vive no medo.

O nosso verdadeiro Eu, que é a nossa alma, encontra-se totalmente liberto destas coisas. É imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E, no entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos os outros constituem o mesmo Eu, a mesma alma, sob diferentes formas.

Esta constitui a diferença essencial entre a referência ao objecto e a auto-referência. No plano da auto-referência possuímos a experiência do nosso verdadeiro eu, que não teme nenhum desafio, respeita todas e não se sente inferior a ninguém.

O auto poder constitui, portanto, o verdadeiro poder.

Mas o poder baseado na referência ao objecto representa um poder falso. Sendo um poder baseado no ego, apenas dura enquanto o objecto de referência se encontra presente. Se uma pessoa tiver determinado título – se for presidente de um país ou presidente de uma corporação – ou se tiver muito dinheiro, o poder de que desfruta desaparece no momento em que perde o título, o trabalho, o dinheiro.

O poder baseado no ego só dura enquanto durarem essas coisas. Logo que o título, o trabalho, o dinheiro desaparecerem, também o poder desaparece. o auto poder, pelo contrário, é permanente, porque se baseia no conhecimento do Eu. E o auto poder apresenta algumas características importantes. Atrai as pessoas para nós e também atrai até nós as coisas que desejamos. Magnetiza as pessoas, as situações, e as circunstâncias, de modo a apoiarem os nossos desejos. Também se chama a isto apoio das leis da natureza. É o apoio da divindade; um apoio que provém do facto de nos encontrarmos em estado de graça.

Este poder faz com que sintamos alegria em nos sentirmos ligados às outras pessoas e elas também sintam alegria em se encontrarem ligadas a nós. Passamos a ter um poder de atracção uma atracção que se baseia no verdadeiro amor.

Como podemos aplicar a Lei da Potencialidade Pura, ao campo de todas as possibilidades, às nossas vidas?

Se quiser desfrutar dos benefícios do campo da potencialidade pura, se quiser aproveitar ao máximo a criatividade inerente à consciência pura, tem de ter acesso a ela. Uma das formas de ter acesso a este campo é através da prática diária do silêncio, meditação e não-julgamento. Passar tempo no meio da natureza também constitui uma forma de acesso às qualidades inerentes a este campo: criatividade infinita, liberdade e beatitude. A prática do silêncio significa que a pessoa se compromete a reservar algum tempo para Ser apenas. A experiência do silêncio significa que a pessoa se retira periodicamente da actividade da palavra.

Nesses períodos, a pessoa também se retira de actividades como ver televisão, ouvir rádio, ou ler um livro. Se nunca tomarmos a oportunidade de experimentar o silêncio, o nosso diálogo interior será sempre turbulento. Reserve com alguma frequência um tempo para o silêncio. Ou mantenha apenas a regra de guardar silêncio por um certo período de tempo, todos os dias.

Poderia experimentar duas horas por dia, ou se lhe parecer demasiado, experimente apenas durante uma hora de cada vez. E de vez em quando, tente a experiência do silêncio durante um período extenso de tempo, como um dia inteiro, dois dias, ou mesmo uma semana inteira.

O que acontece quando se entrega a esta experiência do silêncio?

No princípio, o seu diálogo interior torna-Se ainda mais turbulento. Sente uma enorme necessidade de dizer qualquer coisa. Conheci pessoas que ficavam quase loucas no primeiro e no segundo dia em que iniciavam um período de silêncio.

De repente, as pessoas parecem sentir-se pressionadas e ansiosas. Mas se persistirem na experiência, o seu diálogo interior começará a tornar-se sereno. E depressa o silêncio se torna profundo. Isto acontece porque depois de algum tempo, o espírito rende-se; percebe que não vale a pena andar para cá e para lá, se você – o Eu, a alma, aquele que escolhe – se decidiu por não falar, durante um certo período. Assim, quando o diálogo interior se acalma com o tempo, começamos a experimentar a serenidade do campo da potencialidade pura.

A prática periódica do silêncio, do modo que for mais conveniente para si, constitui uma forma de experimentar a Lei da Potencialidade Pura. Outra, é fazer todos os dias algum tempo de meditação. O ideal seria reservar pelo menos trinta minutos para meditar, de manhã, e outros trinta à tarde. Através da meditação, terá a experiência do campo do silêncio puro e do conhecimento puro.

No campo do silêncio puro encontra-se o campo da correlação infinita, o campo do poder organizador infinito, o princípio primeiro da criação, onde todas as coisas se ligam umas às outras de modo inseparável. Na quinta lei espiritual, a Lei da Intenção e do Desejo, verá como pode introduzir um ligeiro impulso de intenção neste campo, e a criação dos seus desejos surgirá, espontânea. Mas primeiro tem de fazer a experiência da serenidade.

A serenidade constitui o primeiro requisito para podermos manifestar os nossos desejos, porque é na serenidade que reside a nossa ligação ao campo da Potencialidade pura, onde uma infinidade de pormenores se organiza para nós. imagine que atira uma pedra pequena para as águas paradas de uma lagoa e fica a ver as ondas que provocou na água.

Depois de algum tempo, quando as ondas se acalmam, talvez atire outra pedra pequena. É exactamente aquilo que faz quando entra no campo do silêncio puro e introduz a sua intenção. Nesse silêncio, até a mais leve intenção produz ondas no princípio subjacente da consciência universal, que estabelece as ligações de todas as coisas umas com as outras.

Mas se não passar pela serenidade da consciência, se o seu espírito for como um oceano turbulento, pode atirar lá para dentro o Empire State Building, que nada acontecerá. Na Bíblia, encontramos a expressão “Adquire serenidade e reconhece-me como Deus”.

Isto só se pode realizar através da meditação. Outra forma de chegar ao campo da potencialidade pura é através da prática do não julgamento. O julgamento representa a constante avaliação das coisas como certas ou erradas, boas ou más.

Quando se está sempre a avaliar, a classificar, a rotular, a analisar, cria-se uma imensa turbulência no nosso diálogo interior. Essa turbulência dificulta o fluxo de energia entre nós e o campo da potencialidade pura. Fechamos assim a “abertura” entre os pensamentos.

A abertura constitui a nossa ligação ao campo da potencialidade pura. Constitui o estado de conhecimento puro, aquele espaço silencioso entre os pensamentos, aquela serenidade interior que nos liga ao verdadeiro poder. E quando fechamos a abertura, fechamos a nossa ligação ao campo da potencialidade pura e da criatividade infinita.

Há uma oração em A Course in Miracles, onde se diz “Hoje não julgarei nada do que ocorrer. O não-julgamento cria um silêncio no nosso espírito. Portanto, é uma boa ideia começar o dia com esse propósito. E durante o dia, recorde-se desse propósito sempre que se aperceber de que está a fazer um julgamento.

Se lhe parecer demasiado difícil manter este procedimento durante todo o dia, pode apenas decidir para si próprio: “Durante as próximas duas horas não vou fazer julgamentos sobre nada.” ou “Durante a próxima hora vou Praticar o não-julgamento”.

Depois, vai aumentando a Pouco e pouco o tempo de duração da experiência. Através do silêncio, da meditação e do não-julgamento, terá acesso à Lei da potencialidade Pura.

Quando começar a praticá-la, pode acrescentar um terceiro componente a essa prática – passar, com regularidade, algum tempo em comunhão com a natureza. Passar tempo com a natureza permite-lhe adquirir o sentido da interacção harmoniosa de todos os elementos e forças e dar-lhe sentido de unidade com tudo na vida.

A ligação com a inteligência da natureza, quer se trate de um rio, uma floresta, uma montanha, um lago, ou a beira-mar, também o ajudará a entrar no campo da potencialidade pura. Deve aprender a relacionar-se com a mais íntima essência do seu ser.

Essa verdadeira essência encontra-se para além do ego. Não teme nada; é livre; é imune à crítica; não teme nenhum desafio. Não é inferior a ninguém, não é superior a ninguém e é plena de magia, mistério e encantamento. Reconhecer a sua verdadeira essência também lhe trará um conhecimento interior daquilo que se representa, o espelho das suas relações com os outros, pois todas as relações constituem um reflexo da sua relação consigo próprio.

Por exemplo, a culpa, medo e insegurança no que respeita ao dinheiro e ao sucesso, ou a qualquer outra coisa, representa um reflexo da culpa, medo e insegurança que constituem aspectos básicos da sua personalidade. Nenhum dinheiro ou sucesso poderá resolver estes problemas básicos da sua existência; apenas a intimidade com o Eu lhe trará uma verdadeira cura.

E quando se basear no conhecimento do seu verdadeiro eu – quando de facto compreender a sua verdadeira natureza – nunca se sentirá culpado, amedrontado, ou inseguro acerca de dinheiro, prosperidade, ou realização dos seus desejos, porque compreenderá que a essência de toda a riqueza material é constituída por energia vital, é potencialidade pura.

E a pura potencialidade constitui a sua natureza intrínseca. Quanto mais próximo estiver da sua verdadeira natureza mais espontaneamente receberá pensamentos criativos, porque o campo da potencialidade pura também constitui o campo da criatividade infinita e do conhecimento puro.

Como Franz Kafka, o filósofo e poeta austríaco disse:

“Não é necessário sair do seu quarto. Fique sentado à sua mesa e escute. Nem sequer precisa de escutar, espere apenas. Nem precisa de esperar, aprenda a tornar-se tranquilo, sereno e solitário. O mundo virá naturalmente oferecer-se-lhe, para através de si se revelar. Não poderá deixar de fazê-lo; desdobrar-se- em êxtase aos seus pés.”

A prosperidade do universo – a prodigalidade e abundância do universo – constitui uma expressão do espírito criativo da natureza. Quanto mais sintonizados estivermos com o espírito da natureza, mais fácil será o nosso acesso à sua imensa e infinita criatividade.

Mas primeiro terá de ultrapassar a turbulência do seu diálogo interior para estabelecer a ligação com esse espírito abundante, próspero, infinito e criativo. E assim cria a possibilidade de uma actividade dinâmica, que ao mesmo tempo é acompanhada pela serenidade do espírito criativo, eterno e imenso. Esta peculiar combinação do espírito silencioso, imenso e infinito com o espírito individual, dinâmico e ilimitado, constitui o equilíbrio perfeito da serenidade e do movimento simultâneos, que podem criar tudo aquilo que se quiser.

Esta coexistência de opostos – serenidade e dinamismo ao mesmo tempo torna-nos independentes de situações, circunstâncias, pessoas e coisas. Quando tivermos serenidade para reconhecer esta peculiar coexistência de opostos, aliamo-nos ao mundo da energia – a sopa quântica, a não-substância não-material que constitui a fonte do mundo material. Esse mundo de energia é fluido, dinâmico, elástico, mutável, sempre em movimento.

E, no entanto, também é imutável, sereno, tranquilo, eterno e silencioso. A serenidade, por si, constitui a potencialidade da criatividade; o movimento, por si, constitui a criatividade restrita a um determinado aspecto da sua expressão. mas a combinação de movimento e serenidade permite-lhe libertar a sua criatividade em todas as direcções para onde quer que o poder da sua atenção o conduza.

Para onde quer que o movimento e a acção o conduzam, não deixe que a sua serenidade interior o abandone. Assim, o movimento caótico à sua Volta nunca ensombrará o seu acesso ao depósito de criatividade, o campo da potencialidade pura. de todos os tempos da vida, o campo da criatividade pura é o da criatividade ilimitada. Pratico o não-julgamento. Começo o dia com o pensamento, com o seguinte propósito: “Hoje não farei nenhum julgamento sobre nenhuma coisa” e durante todo o dia esforço-me por não fazer nenhum julgamento.

COMO APLICAR A LEI DA POTENCIALIDADE PURA

Ponho em prática a Lei da Potencialidade Pura, seguindo estes passos:

1- Entro em contacto com o campo da potencialidade pura, reservando todos os dias algum tempo para praticar o silêncio, para Ser apenas. Para além disso, sento-me sozinho em meditação silenciosa pelo menos duas vezes por dia, durante cerca de trinta minutos de manhã e trinta minutos de tarde.
2 – Todos os dias reservo algum tempo para comungar com a natureza e para testemunhar em silêncio a inteligência que existe em todas as coisas vivas. Sento-me, em silêncio e contemplo o pôr do Sol, escuto o som do oceano ou de um rio, ou aspiro apenas o perfume de uma flor. No êxtase do meu próprio silêncio e através da comunhão com a natureza, desfrutarei da vibração milenar da vida, do campo da potencialidade pura e da criatividade infinita.

Deepak Shopra – As sete leis espirituais do sucesso

As Sete Leis Espirituais do Sucesso

As Sete Leis Espirituais do Sucesso

As Sete Leis

Também se poderia chamar “As Sete Leis Espirituais da Vida”, porque se trata aqui dos mesmos princípios que a natureza aplica para criar tudo o que faz parte da existência material – tudo o que podemos ver, ouvir, cheirar, saborear ou tocar.

As Sete Leis Espirituais do Sucesso constituem a essência dessa aprendizagem.

Quando essa sabedoria se incorpora na nossa consciência, dá-nos a capacidade de criar uma riqueza ilimitada com um mínimo de esforço e permite-nos realizar com êxito todos os nossos projetos.

O sucesso na vida poderia definir-se como a constante expansão da felicidade e a progressiva realização de objetivos meritórios. O sucesso consiste na capacidade de realizarmos os nossos desejos com um mínimo de esforço. E, no entanto, o sucesso, incluindo a criação de riqueza, foi sempre considerado um processo que exige um trabalho árduo e muitas vezes pensa-se que ele só se alcança à custa dos outros.

Necessitamos de uma abordagem mais espiritual do sucesso e da prosperidade, que consiste no fluxo abundante de todas as coisas boas para nós. Com a sabedoria e a prática da lei espiritual, colocamo-nos em harmonia com a natureza e somos capazes de criar com despreocupação, alegria e amor.

Há muitos aspetos do sucesso; a riqueza material constitui apenas uma componente.

Para além disso, o sucesso consiste numa viagem, não constitui um destino. Acontece que a abundância material, em todas as suas formas de expressão, constitui uma das coisas que torna a viagem mais agradável. Mas o sucesso também requer uma boa saúde, energia e entusiasmo pela vida, fazer amizades, liberdade criativa, estabilidade emocional e psicológica, sensação de bem-estar e paz de espírito. Mesmo possuindo a experiência de todas estas coisas, não nos sentiremos realizados, se não acalentarmos dentro de nós as sementes da divindade.

Na realidade, somos feitos de divindade, embora encoberta, e os deuses e deusas em embrião, que se encontram dentro de nós, procuram materializar-se plenamente.

O verdadeiro sucesso consiste, portanto, na experiência do miraculoso. Consiste no desdobramento da divindade dentro de nós. Constitui a perceção da divindade para onde quer que vamos, em tudo aquilo que observamos – nos olhos de uma criança, na beleza de uma flor, no voo de uma ave.

Quando começarmos a entender a nossa vida como a miraculosa expressão da divindade – não ocasionalmente, mas sempre – então compreenderemos o verdadeiro significado do sucesso. Antes de definirmos as sete leis espirituais, vamos começar por perceber o conceito de lei.

A lei consiste no processo pelo qual o não-manifesto se torna manifesto; constitui o processo pelo qual o observador se torna no observado; constitui o processo pelo qual aquele que vê se transforma naquilo que é visto; consiste no processo pelo qual o sonhador manifesta o sonho. Toda a criação, tudo o que existe no mundo físico, constitui o resultado do não-manifesto transformando-se a si próprio em manifesto. Tudo aquilo que observamos provém do desconhecido.

O nosso corpo físico, o nosso universo físico – tudo e qualquer coisa de que nos apercebamos através dos sentidos – consiste na transformação do não manifesto, do desconhecido e do invisível em manifesto, conhecido e visível.

O universo físico não é mais do que o Eu se voltando para Si Próprio para se realizar a Si Próprio como alma, espírito e matéria física. A consciência em movimento exprime-se sob a forma dos objetos do universo na eterna dança da vida.

A criação

A fonte de toda a criação é a divindade (ou a alma); o processo da criação consiste na divindade em movimento (ou o espírito); e o objeto da criação consiste no universo físico (que inclui o corpo físico). Estes três componentes da realidade – alma, espírito e corpo, ou observador, processo de observação e observado – constituem essencialmente a mesma coisa. Todos provêm do mesmo local: o campo da potencialidade pura, que pertence ao campo do não-manifesto puro. Na verdade, as leis físicas do universo constituem todo este processo da divindade em movimento, ou da consciência em movimento. Quando compreendemos estas leis e as aplicamos nas nossas vidas, podemos criar tudo o que quisermos, porque as leis que a natureza aplica para criar uma floresta, uma galáxia, uma estrela, ou um corpo humano, são as mesmas que nos podem trazer a realização dos nossos mais profundos desejos.

Fonte: As Sete Leis Espirituais do Sucesso [Deepak Chopra]

Pin It on Pinterest