A LEI DO “KARMA” OU DA CAUSA-EFEITO

A LEI DO “KARMA” OU DA CAUSA-EFEITO

Toda a acção gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie; aquilo que semeamos é aquilo que colhemos. E quando escolhemos ações que trazem aos outros felicidade e sucesso, o fruto do nosso karma será de felicidade e sucesso.  O karma constitui a eterna afirmação da liberdade humana… os nossos pensamentos, as nossas palavras e obras formam as malhas da rede com que nos envolvemos.

Swami Vivekananda

A terceira lei espiritual do sucesso é a Lei do Karma.

A palavra “Karma” significa a ação e a sua consequência; constitui ao mesmo tempo causa e efeito, porque toda a acção gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie. Não há nada de novo na Lei do Karma.

Todos já ouvimos a expressão “Colherás aquilo que semeares”. Como é óbvio, se queremos criar felicidade nas nossas vidas, temos de aprender a semear as sementes da felicidade. Portanto, o karma implica a acção da escolha consciente. Nós somos acima de tudo sujeitos dotados da possibilidade infinita de escolher. Em todos os momentos da nossa existência, encontramo-nos naquele campo de todas as possibilidades que nos dá acesso a uma infinidade de escolhas. Algumas dessas escolhas são feitas conscientemente, outras fazem-se inconscientemente. Mas a melhor forma de compreender e aproveitar ao máximo a aplicação da Lei do Karma é adquirir o conhecimento consciente das escolhas que se fazem em cada momento. Quer isto lhe agrade ou não, todas as coisas que lhe acontecem no momento presente resultam das escolhas que fez no passado. 

Infelizmente, muitos de nós fazemos escolhas das quais não temos consciência, por isso não as vemos como escolhas. No entanto, Se eu o insultasse, o mais provável seria você fazer a escolha de ficar ofendido. Se eu lhe fizesse um cumprimento, o mais provável seria você sentir-se satisfeito ou lisonjeado.

Mas pense bem nisto: Não deixa de ser uma escolha

Eu poderia ofendê-lo e insultá-lo e você poderia escolher não ficar ofendido. Eu poderia fazer-lhe o cumprimento e você também poderia escolher não se lisonjear por isso. Por outras palavras, a maioria de nós apesar de sermos sujeitos dotados de uma infinita possibilidade de escolha tornamo-nos feixes de reflexos condicionados nos quais as pessoas e as circunstâncias desencadeiam efeitos de comportamento previsíveis. 

Esses reflexos condicionados funcionam como os reflexos de Pavlov. 

Pavlov ficou conhecido por ter demonstrado que, se dermos a um cão qualquer coisa de comer sempre que tocarmos uma campainha, em breve o cão começará a salivar só de ouvir o som da campainha, porque faz a associação de um estímulo com o outro. A maioria de nós, como resultado do condicionamento, responde de formas repetitivas e previsíveis aos estímulos do ambiente. As nossas reacções parecem ser automaticamente desencadeadas pelas pessoas e pelas circunstâncias e esquecemo-nos de que elas não deixam de ser escolhas que estamos sempre a fazer em cada momento da nossa existência. 

Apenas fazemos essas escolhas inconscientemente. Se olhar para trás por um instante e reparar nas escolhas que faz no momento em que as faz, só pelo simples ato de testemunhar as suas escolhas transporta todo o processo do âmbito do inconsciente para o âmbito do consciente. Este processo de  escolha consciente e observada transmite-nos um grande poder. Sempre que fizer uma escolha, qualquer escolha pergunte duas coisas a si mesmo: em primeiro lugar:

Quais são as consequências desta escolha que estou a fazer?” o seu coração logo lhe dará a resposta;  em segundo lugar:

 “Esta escolha que estou a fazer trará alegria, a mim e aos que me rodeiam?” 

Se a resposta for sim, mantenha a escolha. Se a resposta for não, se a escolha trouxer angústia, a si ou aos que o rodeiam, diga não a essa escolha. É tão simples como isto. Só há uma escolha, entre toda a infinidade de escolhas que pode fazer em cada segundo, que trará ao mesmo tempo felicidade para si e para os que o rodeiam. E quando fizer essa escolha, daí resultar uma forma de comportamento que designaremos por acção correcta espontânea. 

A acção correcta espontânea consiste na acção correcta praticada no momento certo.

Constitui a resposta certa para todas as situações à medida que elas ocorrem. É a acção que lhe dá suporte, a si e a todos os que estiverem sob a influência dela. O universo possui um mecanismo muito interessante para nos ajudar a fazer espontaneamente as escolhas correctas. 

Esse mecanismo encontra-se ligado às sensações do corpo. 

O nosso corpo sofre dois tipos de sensações: sensação de conforto e sensação de desconforto.

Sempre que fizer uma escolha consciente.

Consulte o seu corpo e pergunte-lhe:

 “Se é isto, o que é que vai acontecer? Se o seu corpo der uma mensagem de conforto, encontra-se perante a escolha correcta. Se o seu corpo emitir uma mensagem de desconforto, encontra-se perante a escolha errada.

Para algumas pessoas, a mensagem de conforto e desconforto situa-se na área do plexo solar, mas para a maioria das pessoas situa-se na área do coração. Em consciência, volte a sua atenção para o coração e pergunte-lhe o que deve fazer. Depois espere pela resposta, uma resposta física sob a forma de sensação. 

Pode ser o mais leve grau do sentir – mas está lá, no seu corpo.

Apenas o coração sabe a resposta correcta. A maioria das pessoas pensa que o coração é piegas e sentimental. Mas não é. 

O coração é intuitivo, holístico, contextual e relacional. Não possui uma orientação de ganho-perda. Bate no computador cósmico – o campo da potencialidade pura, da sabedoria pura e do poder organizador infinito – e toma tudo em conta. Por vezes pode não parecer racional, mas o coração possui uma capacidade de computador que mostra muito mais exactidão e precisão do que tudo o que se pode encontrar dentro dos limites do pensamento racional. Pode utilizar a Lei do Karma para produzir dinheiro e Prosperidade, e para que todas as coisas boas fluam para si sempre que quiser. Mas primeiro tem de estar bem consciente de que o seu futuro é gerado pelas escolhas que fizer em cada momento da sua vida. Se fizer isto com regularidade, aproveitará ao máximo a Lei do Karma. Quanto mais trouxer as suas escolhas para o plano do conhecimento consciente, mais escolhas rectas espontâneas fará – tanto para si como para aqueles que o rodeiam.

 O que podemos fazer acerca do karma do passado e como o influenciar a

ele agora? 

Há três coisas que pode fazer acerca do karma do passado. 

Uma é pagar as suas dívidas de karma.

A maioria das pessoas escolhe fazer isso inconscientemente, claro. Também pode fazer essa escolha. Muitas vezes, o pagamento dessas dívidas implica muito sofrimento, mas a Lei do Karma afirma que nenhuma dívida no universo fica por pagar. O sistema contabilístico do universo é perfeito e todas as coisas constituem uma constante troca de energia “para lá e para cá”.

A segunda coisa que pode fazer é transformar o seu karma numa experiência melhor.

Este constitui um Processo muito interessante, através do qual se interroga a si mesmo, enquanto paga a sua dívida de karma: “posso eu aprender com esta experiência? Porque está isto a acontecer-me? Que mensagem quer o universo transmitir-me? Como posso tornar esta experiência útil para os outros seres humanos?” Fazendo isto, procura a semente da oportunidade e depois liga-a ao seu dhanna, a sua finalidade na vida, de que falaremos na Sétima Lei Espiritual do Sucesso. Isto permite-lhe transmutar o karma para uma forma de expressão diferente. Por exemplo, se partir uma perna quando estiver a fazer desporto, pode perguntar a si próprio: “O que posso aprender com esta experiência? Que mensagem quer o universo dar-me?” Talvez a mensagem seja que você está a precisar de abrandar, e ser mais cuidadoso e atento ao seu corpo, para a próxima vez. 

E se o seu kharma for ensinar aos outros aquilo que aprendeu, perguntando “Como posso eu tornar esta experiência útil para mim e para os outros seres humanos?”, talvez decida partilhar aquilo que aprendeu, escrevendo um livro sobre como praticar desportos com segurança. Ou Pode conceber uns sapatos especiais ou um apoio especial para a perna, de modo a prevenir o tipo de acidente que lhe ocorreu.

Assim, ao mesmo tempo que paga a sua dívida de karma, também converte a adversidade num bem que lhe pode trazer riqueza e realização. Esta é a forma de transmutar o seu karma numa experiência positiva. Na verdade, não se libertou dele, mas conseguiu pegar num dos seus aspectos e transformá-lo num karma novo e positivo. 

A terceira forma de lidar com o karma é transcendê-lo.

Transcender o karma é tornar-se independente dele.

A forma de transcender o karma consiste na experiência da abertura, do Eu, da Alma. É como lavar uma peça de roupa suja numa corrente de água. Cada vez que a lava, limpa-a de algumas nódoas. Se continuar a lavá-la repetidas vezes, de cada vez vai ficando um pouco mais limpa. Consegue lavar ou transcender as sementes do seu karma entrando na abertura e voltando a sair. Claro que isto se faz através da prática da meditação. Todas as ações consistem em aspectos do karma. Tomar uma chávena de café consiste num aspecto do karma. Essa ação gera memória e a memória possui a capacidade ou a potencialidade para gerar desejo. E O desejo gera de novo acção. O software operacional da nossa alma é constituído por karma, memória e desejo. A nossa alma consiste num feixe de consciência que possui as sementes do karma, da memória e do desejo. Ganhando consciência destas sementes de manifestação, torna-se gerador de realidade consciente. se um sujeito consciente das escolhas que faz, começa a gerar ações que são evolucionárias para si e para aqueles que o rodeiam. Isso é tudo o que precisa de fazer. Se o karma for evolucionário – tanto para o Eu como para todos os que são afectados pelo Eu, o fruto do karma será de felicidade e sucesso.

COMO APLICAR A LEI DO KARMA

Ponho em prática a Lei do Karma, seguindo os passos:

1- Hoje vou observar cada escolha que fizer. E através da simples observação dessas escolhas, trago-as para o campo do meu conhecimento consciente. Reconhecerei que a melhor forma de me preparar para todos os momentos do futuro consiste em ser plenamente consciente no presente.

2- Sempre que fizer uma escolha, farei duas perguntas a mim próprio: “Que consequências advirão desta escolha que estou a fazer?” e “Esta escolha trar-me-á realização e felicidade, a mim e aos que por ela serão afectados?

3- Depois pedirei conselho ao meu coração e deixar-me-ei conduzir pela sua mensagem de conforto. Se a escolha significar conforto, adiro totalmente a ela. Se a escolha implicar desconforto, paro e observo as consequências da minha acção, por meio da minha visão interior. Este conselho dá-me a possibilidade de fazer escolhas espontâneas e correctas para mim e para todos aqueles que me rodeiam.

A LEI DA DÁDIVA

A LEI DA DÁDIVA

O universo opera através da troca dinâmica…

Dar e receber constituem diferentes aspetos do fluxo de energia do universo, e se estivermos dispostos a dar aquilo que procuramos, a abundância do universo circulará nas nossas vidas.

A vida renovada volta sempre a esse frágil vaso tantas e tantas vezes esvaziado. Nessa pequena flauta de cana que te acompanhou por montanhas e vales tocaste sempre novas melodias. As tuas dádivas infinitas chegam às minhas minúsculas mãos. O tempo passa e tu continuas a fluir e há sempre espaço para receber as tuas dádivas.

Rabindranath Tagore, Gitanjali

A LEI DA DÁDIVA

A segunda lei espiritual do sucesso é a Lei da Dádiva.

A esta lei também se podia chamar A Lei de Dar e Receber, pois o universo opera através da troca dinâmica. Nada é estático. O nosso corpo mantém -se em troca constante e dinâmica com o corpo do universo; o nosso espírito mantém uma interação dinâmica com o espírito do cosmos; a nossa energia constitui uma expressão da energia cósmica.

O fluxo da vida constitui apenas a interação harmoniosa de todos os elementos e forças que estruturam o campo da existência. Essa interação harmoniosa de elementos e forças da vida funciona como a Lei da Dádiva.

Como o nosso corpo, o nosso espírito e o universo vivem da troca constante e dinâmica, fazer parar a circulação da energia é como parar o fluxo do sangue. Quando o sangue deixa de fluir, começa a formar grumos, a coagular, a estagnar. Por isso se deve dar e receber, para que a riqueza e a prosperidade – ou tudo aquilo que quiser continuem a circular nas nossas vidas.

A prosperidade provém da afluência, palavra cuja raiz “affluere”, significa “fluir para”. O termo “afluência” significa “fluir com abundância.

O dinheiro constitui de facto um símbolo da energia vital que trocamos e da energia vital que utilizamos como resultado dos serviços que prestamos ao universo. O termo inglês “currency”, aplicado ao dinheiro em circulação revela bem a natureza fluente da energia. A palavra “currency” vem da palavra latina “currere”, que significa “Correr” ou fluir. Portanto, se pararmos a circulação do dinheiro, se a nossa única intenção for guardar e acumular dinheiro, também faremos com que ele deixe de voltar a circular nas nossas vidas, já que o dinheiro constitui energia vital.

Para que essa energia continue a chegar até nós, temos de a manter em circulação. Como um rio, o dinheiro deve fluir, senão começa a estagnar, a parar, a sufocar e estrangular a sua própria força vital. A circulação mantém-no vivo.

Todas as relações implicam dar e receber.

O dar engendra o receber e o receber engendra o dar. Aquilo que sobe também desce; aquilo que vai também volta. Na realidade, receber representa a mesma coisa que dar, pois dar e receber constituem diferentes aspetos do fluxo de energia do universo. E se pararmos qualquer destes fluxos, estamos a interferir com a inteligência da natureza. Em cada semente encontra-se a promessa de milhares de florestas. Mas a semente não deve ser guardada; deve fazer oferta da sua inteligência ao solo fértil. Através da dádiva, a sua energia oculta flui para a manifestação material. Quanto mais der, mais receberá, porque assim a abundância do universo continuará a circular na sua vida. Na verdade, tudo o que na vida tem valor multiplica-se quando se dá. Aquilo que não se multiplica através da dádiva não merece ser dado nem recebido.

Se, no ato de dar, sentir que perdeu alguma coisa, a dádiva não foi feita com sinceridade e nada se multiplicará. Se der de má vontade, não haverá nenhuma energia nessa dádiva. A intenção que se encontra por de trás do ato de dar e receber é o mais importante. A intenção deve ser sempre para gerar alegria para quem dá e para quem recebe, para que a felicidade constitua o apoio e o suporte da vida e, portanto, gera o progresso.

O retorno é diretamente proporcional à dádiva, se esta for incondicional e feita com amor.

Por isso o ato de dar tem de ser feito com alegria. É preciso que o seu estado de espírito seja de alegria no próprio ato de dar. Assim a energia que se encontra por de trás da dádiva multiplica-se muitas vezes. Na verdade, a prática da Lei da Dádiva é muito simples: se quer alegria, dê alegria aos outros; se quer amor, aprenda a dar amor; se quer atenção e apreço, aprenda a dar atenção e apreço; se quer prosperidade material, ajude os outros a tornarem-se prósperos no aspeto material. O modo mais fácil para obter aquilo que queremos é de facto ajudar os outros a obterem aquilo que querem. Este princípio aplica-se da mesma forma a indivíduos, corporações, sociedades e nações. Se quiser que a vida o abençoe com todas as coisas boas, aprenda a abençoar os outros, em silêncio, com todas as coisas boas da vida. Até a ideia de dar, a ideia de abençoar, ou uma simples oração têm o poder de afetar os outros.

Isto acontece porque o nosso corpo, reduzido ao seu estado essencial constitui um feixe localizado de energia e informação implica energia, que se manifestam sob a forma de pensamento. Portanto, somos feixes de pensamento num universo pensante. E o pensamento possui o poder de transformar.

A vida consiste na eterna dança da consciência, que se exprime pela troca dinâmica de impulsos de inteligência entre o microcosmo e o macrocosmo, entre o corpo humano e o corpo universal, entre o espírito humano e o espírito cósmico. Quando aprendemos a dar aquilo que desejamos para nós, ativamos e coreografamos a dança, através do movimento delicado, enérgico e vital, que constitui a eterna vibração da vida.

O melhor meio para pôr em prática a Lei da Dádiva é dar início a todo o processo de circulação, que consiste em tornar a decisão de dar qualquer coisa a cada pessoa com quem contactamos. Não tem de ser sob a forma de coisas materiais; pode ser uma flor, um cumprimento, uma oração.

Na verdade, as mais poderosas formas de dar não são materiais. O carinho, a atenção, o afeto, o apreço e o amor constituem algumas das mais preciosas dádivas que se podem oferecer e não custam nada. Quando encontrar alguém pode, em silêncio, fazer recair uma bênção sobre essa pessoa, desejando-lhe felicidade, alegria e prazer. Este tipo de dádiva silenciosa revela-se muito poderoso.

Uma das coisas que me ensinaram em criança, e que eu depois também ensinei aos meus filhos, foi o nunca ir a casa de ninguém sem levar qualquer coisa. Nunca visitar ninguém sem levar uma oferta.

Pode perguntar:

“Como posso dar alguma coisa aos outros em certas alturas, se não tenho o suficiente para mim?”

Pode, leve uma flor. Pode levar um bilhete ou um postal que diga qualquer coisa acerca dos seus sentimentos pela pessoa que está a visitar. Pode fazer um cumprimento ou uma oração. Tome a decisão de dar, para onde quer que vá, ou quem quer que vá visitar.

Na medida em que der, também receberá. Quanto mais der, maior será a sua fiança nos efeitos miraculosos desta lei. E quanto mais receber, mais aumentará a sua capacidade para dar. A nossa verdadeira natureza consiste na prosperidade e na abundância; somos naturalmente prósperos, porque a natureza provê todas as necessidades e desejos. Não nos falta nada, porque a nossa natureza se baseia na potencialidade pura e nas possibilidades infinitas. Portanto, aceitemos a prosperidade como inerente à nossa natureza, independentemente de termos pouco ou muito dinheiro, pois o campo da potencialidade pura constitui a fonte de toda a riqueza. É a consciência que sabe como realizar todas as necessidades, incluindo alegria, amor, prazer, paz, harmonia e sabedoria. Se procurar primeiro estas coisas, não só para si, mas também para os outros, tudo o resto lhe chegará espontaneamente.

COMO APLICAR A LEI DA DÁDIVA

Ponho em prática a Lei da Dádiva, seguindo os passos:

  1. onde quer que vá, ou seja quem for que vá encontrar, levo comigo uma oferta. A oferta pode ser um cumprimento, uma flor ou uma oração. Hoje vou oferecer qualquer coisa a todos aqueles com quem contactar e, assim darei início ao processo de fazer circular alegria, riqueza e prosperidade na minha vida e nas vidas dos outros.
  • Hoje receberei com gratidão todas as dádivas que a vida me ofertar. Receberei as dádivas da natureza: a luz do Sol, o canto das aves, as chuvas de Outono, as primeiras neves do Inverno. Também espero receber dos outros dádivas, sejam elas sob a forma de dinheiro, um cumprimento ou uma oração.
  • Comprometo-me a manter a riqueza a circular na minha vida, dando e recebendo as mais preciosas dádivas da vida: dádivas de carinho, afeto, apreço e amor. sempre que encontrar alguém, desejar-lhe-ei, em silêncio, felicidade, alegria e prazer!

As sete leis espirituais do sucesso – Depak Chopra

A LEI DA POTENCIALIDADE PURA

A LEI DA POTENCIALIDADE PURA

A LEI DA POTENCIALIDADE é a fonte de toda a criação que consiste na consciência pura. Ou seja, a potencialidade pura procurando exprimir o não-manifesto através do manifesto e, quando percebemos que o nosso verdadeiro Eu é potencialidade pura, aliamo-nos ao poder que manifesta tudo no universo.

No princípio não havia existência nem não-existência.

Todo este mundo era feito de energia não-manifesta… O Uno respirava, sem movimentos, através do seu próprio poder. Nada mais havia… Hino da Criação,

Rig Veda

A primeira lei espiritual do sucesso é a Lei da Potencialidade Pura.

Esta lei baseia-se no facto de sermos, no nosso estado essencial, consciência pura. A consciência pura é potencialidade pura; constitui o campo de todas as possibilidades e da criatividade infinita.

A consciência pura constitui a nossa essência espiritual.

A sabedoria pura, o silêncio infinito, o equilíbrio perfeito, a invencibilidade, a simplicidade e a beatitude constituem outros atributos da consciência pura.

Esta é a nossa natureza essencial.

A nossa natureza essencial é constituída por potencialidade pura. Quando descobre a sua natureza essencial e sabe quem de facto é, nesse conhecimento de si próprio encontra a capacidade para realizar todos os sonhos, porque nós somos a possibilidade eterna, o potencial imensurável de tudo o que foi, é e será.

A Lei da Potencialidade Pura também se podia chamar a Lei da Unidade, porque subjacente à infinita diversidade da vida se encontra a unidade de uma alma total e universal. Não há separação entre nós e este campo de energia.

O campo da potencialidade pura é o nosso próprio Eu. E quanto mais possuirmos a experiência da nossa verdadeira natureza, mais próximo nos encontramos do campo da potencialidade pura. A experiência do Eu, ou “auto-referência”, significa que o nosso ponto de referência interior é constituído pela nossa própria alma e não pelos objectos da nossa experiência.

O oposto da auto-referência constitui a referência ao objecto. No plano da referência ao objecto, estamos sempre a procurar a aprovação dos outros. O nosso pensamento e o nosso comportamento são sempre em função de uma resposta. Por isso se baseiam no medo. No plano da referência ao objecto, também sentimos uma necessidade intensa de controlar as coisas.

Sentimos uma necessidade intensa de poder externo. A necessidade de aprovação, a necessidade de controlar as coisas e a necessidade de poder externo baseiam-se no medo. Esta espécie de poder não representa o poder da potencialidade pura, nem o poder do Eu, nem um poder real.

Quando experimentamos o poder do Eu, o medo desaparece, deixamos de ter uma necessidade de controlo compulsiva e deixamos de lutar pela aprovação e pelo poder externo. No plano da referência ao objecto, o nosso ponto de referência interior é o nosso ego.

Mas o ego não constitui aquilo que de facto somos. O ego representa a nossa auto-imagem; é a nossa máscara social; constitui o papel que desempenhamos.

A nossa máscara social precisa de aprovação para se engrandecer. Procura dominar e mantém-se através do poder que exerce, porque vive no medo.

O nosso verdadeiro Eu, que é a nossa alma, encontra-se totalmente liberto destas coisas. É imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E, no entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos os outros constituem o mesmo Eu, a mesma alma, sob diferentes formas.

Esta constitui a diferença essencial entre a referência ao objecto e a auto-referência. No plano da auto-referência possuímos a experiência do nosso verdadeiro eu, que não teme nenhum desafio, respeita todas e não se sente inferior a ninguém.

O auto poder constitui, portanto, o verdadeiro poder.

Mas o poder baseado na referência ao objecto representa um poder falso. Sendo um poder baseado no ego, apenas dura enquanto o objecto de referência se encontra presente. Se uma pessoa tiver determinado título – se for presidente de um país ou presidente de uma corporação – ou se tiver muito dinheiro, o poder de que desfruta desaparece no momento em que perde o título, o trabalho, o dinheiro.

O poder baseado no ego só dura enquanto durarem essas coisas. Logo que o título, o trabalho, o dinheiro desaparecerem, também o poder desaparece. o auto poder, pelo contrário, é permanente, porque se baseia no conhecimento do Eu. E o auto poder apresenta algumas características importantes. Atrai as pessoas para nós e também atrai até nós as coisas que desejamos. Magnetiza as pessoas, as situações, e as circunstâncias, de modo a apoiarem os nossos desejos. Também se chama a isto apoio das leis da natureza. É o apoio da divindade; um apoio que provém do facto de nos encontrarmos em estado de graça.

Este poder faz com que sintamos alegria em nos sentirmos ligados às outras pessoas e elas também sintam alegria em se encontrarem ligadas a nós. Passamos a ter um poder de atracção uma atracção que se baseia no verdadeiro amor.

Como podemos aplicar a Lei da Potencialidade Pura, ao campo de todas as possibilidades, às nossas vidas?

Se quiser desfrutar dos benefícios do campo da potencialidade pura, se quiser aproveitar ao máximo a criatividade inerente à consciência pura, tem de ter acesso a ela. Uma das formas de ter acesso a este campo é através da prática diária do silêncio, meditação e não-julgamento. Passar tempo no meio da natureza também constitui uma forma de acesso às qualidades inerentes a este campo: criatividade infinita, liberdade e beatitude. A prática do silêncio significa que a pessoa se compromete a reservar algum tempo para Ser apenas. A experiência do silêncio significa que a pessoa se retira periodicamente da actividade da palavra.

Nesses períodos, a pessoa também se retira de actividades como ver televisão, ouvir rádio, ou ler um livro. Se nunca tomarmos a oportunidade de experimentar o silêncio, o nosso diálogo interior será sempre turbulento. Reserve com alguma frequência um tempo para o silêncio. Ou mantenha apenas a regra de guardar silêncio por um certo período de tempo, todos os dias.

Poderia experimentar duas horas por dia, ou se lhe parecer demasiado, experimente apenas durante uma hora de cada vez. E de vez em quando, tente a experiência do silêncio durante um período extenso de tempo, como um dia inteiro, dois dias, ou mesmo uma semana inteira.

O que acontece quando se entrega a esta experiência do silêncio?

No princípio, o seu diálogo interior torna-Se ainda mais turbulento. Sente uma enorme necessidade de dizer qualquer coisa. Conheci pessoas que ficavam quase loucas no primeiro e no segundo dia em que iniciavam um período de silêncio.

De repente, as pessoas parecem sentir-se pressionadas e ansiosas. Mas se persistirem na experiência, o seu diálogo interior começará a tornar-se sereno. E depressa o silêncio se torna profundo. Isto acontece porque depois de algum tempo, o espírito rende-se; percebe que não vale a pena andar para cá e para lá, se você – o Eu, a alma, aquele que escolhe – se decidiu por não falar, durante um certo período. Assim, quando o diálogo interior se acalma com o tempo, começamos a experimentar a serenidade do campo da potencialidade pura.

A prática periódica do silêncio, do modo que for mais conveniente para si, constitui uma forma de experimentar a Lei da Potencialidade Pura. Outra, é fazer todos os dias algum tempo de meditação. O ideal seria reservar pelo menos trinta minutos para meditar, de manhã, e outros trinta à tarde. Através da meditação, terá a experiência do campo do silêncio puro e do conhecimento puro.

No campo do silêncio puro encontra-se o campo da correlação infinita, o campo do poder organizador infinito, o princípio primeiro da criação, onde todas as coisas se ligam umas às outras de modo inseparável. Na quinta lei espiritual, a Lei da Intenção e do Desejo, verá como pode introduzir um ligeiro impulso de intenção neste campo, e a criação dos seus desejos surgirá, espontânea. Mas primeiro tem de fazer a experiência da serenidade.

A serenidade constitui o primeiro requisito para podermos manifestar os nossos desejos, porque é na serenidade que reside a nossa ligação ao campo da Potencialidade pura, onde uma infinidade de pormenores se organiza para nós. imagine que atira uma pedra pequena para as águas paradas de uma lagoa e fica a ver as ondas que provocou na água.

Depois de algum tempo, quando as ondas se acalmam, talvez atire outra pedra pequena. É exactamente aquilo que faz quando entra no campo do silêncio puro e introduz a sua intenção. Nesse silêncio, até a mais leve intenção produz ondas no princípio subjacente da consciência universal, que estabelece as ligações de todas as coisas umas com as outras.

Mas se não passar pela serenidade da consciência, se o seu espírito for como um oceano turbulento, pode atirar lá para dentro o Empire State Building, que nada acontecerá. Na Bíblia, encontramos a expressão “Adquire serenidade e reconhece-me como Deus”.

Isto só se pode realizar através da meditação. Outra forma de chegar ao campo da potencialidade pura é através da prática do não julgamento. O julgamento representa a constante avaliação das coisas como certas ou erradas, boas ou más.

Quando se está sempre a avaliar, a classificar, a rotular, a analisar, cria-se uma imensa turbulência no nosso diálogo interior. Essa turbulência dificulta o fluxo de energia entre nós e o campo da potencialidade pura. Fechamos assim a “abertura” entre os pensamentos.

A abertura constitui a nossa ligação ao campo da potencialidade pura. Constitui o estado de conhecimento puro, aquele espaço silencioso entre os pensamentos, aquela serenidade interior que nos liga ao verdadeiro poder. E quando fechamos a abertura, fechamos a nossa ligação ao campo da potencialidade pura e da criatividade infinita.

Há uma oração em A Course in Miracles, onde se diz “Hoje não julgarei nada do que ocorrer. O não-julgamento cria um silêncio no nosso espírito. Portanto, é uma boa ideia começar o dia com esse propósito. E durante o dia, recorde-se desse propósito sempre que se aperceber de que está a fazer um julgamento.

Se lhe parecer demasiado difícil manter este procedimento durante todo o dia, pode apenas decidir para si próprio: “Durante as próximas duas horas não vou fazer julgamentos sobre nada.” ou “Durante a próxima hora vou Praticar o não-julgamento”.

Depois, vai aumentando a Pouco e pouco o tempo de duração da experiência. Através do silêncio, da meditação e do não-julgamento, terá acesso à Lei da potencialidade Pura.

Quando começar a praticá-la, pode acrescentar um terceiro componente a essa prática – passar, com regularidade, algum tempo em comunhão com a natureza. Passar tempo com a natureza permite-lhe adquirir o sentido da interacção harmoniosa de todos os elementos e forças e dar-lhe sentido de unidade com tudo na vida.

A ligação com a inteligência da natureza, quer se trate de um rio, uma floresta, uma montanha, um lago, ou a beira-mar, também o ajudará a entrar no campo da potencialidade pura. Deve aprender a relacionar-se com a mais íntima essência do seu ser.

Essa verdadeira essência encontra-se para além do ego. Não teme nada; é livre; é imune à crítica; não teme nenhum desafio. Não é inferior a ninguém, não é superior a ninguém e é plena de magia, mistério e encantamento. Reconhecer a sua verdadeira essência também lhe trará um conhecimento interior daquilo que se representa, o espelho das suas relações com os outros, pois todas as relações constituem um reflexo da sua relação consigo próprio.

Por exemplo, a culpa, medo e insegurança no que respeita ao dinheiro e ao sucesso, ou a qualquer outra coisa, representa um reflexo da culpa, medo e insegurança que constituem aspectos básicos da sua personalidade. Nenhum dinheiro ou sucesso poderá resolver estes problemas básicos da sua existência; apenas a intimidade com o Eu lhe trará uma verdadeira cura.

E quando se basear no conhecimento do seu verdadeiro eu – quando de facto compreender a sua verdadeira natureza – nunca se sentirá culpado, amedrontado, ou inseguro acerca de dinheiro, prosperidade, ou realização dos seus desejos, porque compreenderá que a essência de toda a riqueza material é constituída por energia vital, é potencialidade pura.

E a pura potencialidade constitui a sua natureza intrínseca. Quanto mais próximo estiver da sua verdadeira natureza mais espontaneamente receberá pensamentos criativos, porque o campo da potencialidade pura também constitui o campo da criatividade infinita e do conhecimento puro.

Como Franz Kafka, o filósofo e poeta austríaco disse:

“Não é necessário sair do seu quarto. Fique sentado à sua mesa e escute. Nem sequer precisa de escutar, espere apenas. Nem precisa de esperar, aprenda a tornar-se tranquilo, sereno e solitário. O mundo virá naturalmente oferecer-se-lhe, para através de si se revelar. Não poderá deixar de fazê-lo; desdobrar-se- em êxtase aos seus pés.”

A prosperidade do universo – a prodigalidade e abundância do universo – constitui uma expressão do espírito criativo da natureza. Quanto mais sintonizados estivermos com o espírito da natureza, mais fácil será o nosso acesso à sua imensa e infinita criatividade.

Mas primeiro terá de ultrapassar a turbulência do seu diálogo interior para estabelecer a ligação com esse espírito abundante, próspero, infinito e criativo. E assim cria a possibilidade de uma actividade dinâmica, que ao mesmo tempo é acompanhada pela serenidade do espírito criativo, eterno e imenso. Esta peculiar combinação do espírito silencioso, imenso e infinito com o espírito individual, dinâmico e ilimitado, constitui o equilíbrio perfeito da serenidade e do movimento simultâneos, que podem criar tudo aquilo que se quiser.

Esta coexistência de opostos – serenidade e dinamismo ao mesmo tempo torna-nos independentes de situações, circunstâncias, pessoas e coisas. Quando tivermos serenidade para reconhecer esta peculiar coexistência de opostos, aliamo-nos ao mundo da energia – a sopa quântica, a não-substância não-material que constitui a fonte do mundo material. Esse mundo de energia é fluido, dinâmico, elástico, mutável, sempre em movimento.

E, no entanto, também é imutável, sereno, tranquilo, eterno e silencioso. A serenidade, por si, constitui a potencialidade da criatividade; o movimento, por si, constitui a criatividade restrita a um determinado aspecto da sua expressão. mas a combinação de movimento e serenidade permite-lhe libertar a sua criatividade em todas as direcções para onde quer que o poder da sua atenção o conduza.

Para onde quer que o movimento e a acção o conduzam, não deixe que a sua serenidade interior o abandone. Assim, o movimento caótico à sua Volta nunca ensombrará o seu acesso ao depósito de criatividade, o campo da potencialidade pura. de todos os tempos da vida, o campo da criatividade pura é o da criatividade ilimitada. Pratico o não-julgamento. Começo o dia com o pensamento, com o seguinte propósito: “Hoje não farei nenhum julgamento sobre nenhuma coisa” e durante todo o dia esforço-me por não fazer nenhum julgamento.

COMO APLICAR A LEI DA POTENCIALIDADE PURA

Ponho em prática a Lei da Potencialidade Pura, seguindo estes passos:

1- Entro em contacto com o campo da potencialidade pura, reservando todos os dias algum tempo para praticar o silêncio, para Ser apenas. Para além disso, sento-me sozinho em meditação silenciosa pelo menos duas vezes por dia, durante cerca de trinta minutos de manhã e trinta minutos de tarde.
2 – Todos os dias reservo algum tempo para comungar com a natureza e para testemunhar em silêncio a inteligência que existe em todas as coisas vivas. Sento-me, em silêncio e contemplo o pôr do Sol, escuto o som do oceano ou de um rio, ou aspiro apenas o perfume de uma flor. No êxtase do meu próprio silêncio e através da comunhão com a natureza, desfrutarei da vibração milenar da vida, do campo da potencialidade pura e da criatividade infinita.

Deepak Shopra – As sete leis espirituais do sucesso

As Sete Leis Espirituais do Sucesso

As Sete Leis Espirituais do Sucesso

As Sete Leis

Também se poderia chamar “As Sete Leis Espirituais da Vida”, porque se trata aqui dos mesmos princípios que a natureza aplica para criar tudo o que faz parte da existência material – tudo o que podemos ver, ouvir, cheirar, saborear ou tocar.

As Sete Leis Espirituais do Sucesso constituem a essência dessa aprendizagem.

Quando essa sabedoria se incorpora na nossa consciência, dá-nos a capacidade de criar uma riqueza ilimitada com um mínimo de esforço e permite-nos realizar com êxito todos os nossos projetos.

O sucesso na vida poderia definir-se como a constante expansão da felicidade e a progressiva realização de objetivos meritórios. O sucesso consiste na capacidade de realizarmos os nossos desejos com um mínimo de esforço. E, no entanto, o sucesso, incluindo a criação de riqueza, foi sempre considerado um processo que exige um trabalho árduo e muitas vezes pensa-se que ele só se alcança à custa dos outros.

Necessitamos de uma abordagem mais espiritual do sucesso e da prosperidade, que consiste no fluxo abundante de todas as coisas boas para nós. Com a sabedoria e a prática da lei espiritual, colocamo-nos em harmonia com a natureza e somos capazes de criar com despreocupação, alegria e amor.

Há muitos aspetos do sucesso; a riqueza material constitui apenas uma componente.

Para além disso, o sucesso consiste numa viagem, não constitui um destino. Acontece que a abundância material, em todas as suas formas de expressão, constitui uma das coisas que torna a viagem mais agradável. Mas o sucesso também requer uma boa saúde, energia e entusiasmo pela vida, fazer amizades, liberdade criativa, estabilidade emocional e psicológica, sensação de bem-estar e paz de espírito. Mesmo possuindo a experiência de todas estas coisas, não nos sentiremos realizados, se não acalentarmos dentro de nós as sementes da divindade.

Na realidade, somos feitos de divindade, embora encoberta, e os deuses e deusas em embrião, que se encontram dentro de nós, procuram materializar-se plenamente.

O verdadeiro sucesso consiste, portanto, na experiência do miraculoso. Consiste no desdobramento da divindade dentro de nós. Constitui a perceção da divindade para onde quer que vamos, em tudo aquilo que observamos – nos olhos de uma criança, na beleza de uma flor, no voo de uma ave.

Quando começarmos a entender a nossa vida como a miraculosa expressão da divindade – não ocasionalmente, mas sempre – então compreenderemos o verdadeiro significado do sucesso. Antes de definirmos as sete leis espirituais, vamos começar por perceber o conceito de lei.

A lei consiste no processo pelo qual o não-manifesto se torna manifesto; constitui o processo pelo qual o observador se torna no observado; constitui o processo pelo qual aquele que vê se transforma naquilo que é visto; consiste no processo pelo qual o sonhador manifesta o sonho. Toda a criação, tudo o que existe no mundo físico, constitui o resultado do não-manifesto transformando-se a si próprio em manifesto. Tudo aquilo que observamos provém do desconhecido.

O nosso corpo físico, o nosso universo físico – tudo e qualquer coisa de que nos apercebamos através dos sentidos – consiste na transformação do não manifesto, do desconhecido e do invisível em manifesto, conhecido e visível.

O universo físico não é mais do que o Eu se voltando para Si Próprio para se realizar a Si Próprio como alma, espírito e matéria física. A consciência em movimento exprime-se sob a forma dos objetos do universo na eterna dança da vida.

A criação

A fonte de toda a criação é a divindade (ou a alma); o processo da criação consiste na divindade em movimento (ou o espírito); e o objeto da criação consiste no universo físico (que inclui o corpo físico). Estes três componentes da realidade – alma, espírito e corpo, ou observador, processo de observação e observado – constituem essencialmente a mesma coisa. Todos provêm do mesmo local: o campo da potencialidade pura, que pertence ao campo do não-manifesto puro. Na verdade, as leis físicas do universo constituem todo este processo da divindade em movimento, ou da consciência em movimento. Quando compreendemos estas leis e as aplicamos nas nossas vidas, podemos criar tudo o que quisermos, porque as leis que a natureza aplica para criar uma floresta, uma galáxia, uma estrela, ou um corpo humano, são as mesmas que nos podem trazer a realização dos nossos mais profundos desejos.

Fonte: As Sete Leis Espirituais do Sucesso [Deepak Chopra]

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